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Imunização Vacinação

As vacinas protegem contra vírus e bactérias que causam doenças graves. Elas estimulam o sistema imunológico a produzir anticorpos para combater esses microorganismos e proteger nossa saúde.

As vacinas estimulam as defesas naturais do corpo para combater doenças de forma mais rápida e eficaz. Elas protegem em torno de 90% a 99% das pessoas, mas alguns fatores podem reduzir essa proteção. Além de proteger quem as recebe, as vacinas contribuem para a imunidade coletiva, impedindo a disseminação de doenças em comunidades vacinadas.

Atenção:

Se você perdeu uma dose da vacina, não é necessário recomeçar a série completa de imunização. No entanto, é importante procurar se vacinar o mais rápido possível. Pessoas que não têm certeza se foram vacinadas contra certas doenças são consideradas vulneráveis e devem ser vacinadas.

Segurança das vacinas

As vacinas são seguras e passam por rigorosos padrões de desenvolvimento e avaliação. É mais provável que alguém seja prejudicado por uma doença evitável por vacina do que pela vacina em si. Antes de serem registradas e distribuídas, as vacinas são avaliadas pelas agências reguladoras governamentais, como a Anvisa no Brasil. O processo de desenvolvimento e registro de uma vacina inclui várias fases:

1. Fase exploratória ou laboratorial: Os cientistas definem a composição da vacina em laboratório.

2. Fase pré-clínica: A vacina é testada em animais para avaliar segurança e eficácia.

3. Fases clínicas em humanos:
– Fase 1: Pequeno grupo de voluntários para avaliar segurança e dosagem.
– Fase 2: Grupo maior para avaliar resposta imune e segurança.
– Fase 3: Milhares de voluntários para avaliar eficácia e segurança em grande escala, comparando com grupo controle.
– Fase 4: Após aprovação, a vacina é produzida e distribuída, enquanto são monitorados os eventos adversos. O acompanhamento é feito pelo Ministério da Saúde para garantir a segurança contínua.

As vacinas passam por testes rigorosos para garantir sua segurança e eficácia antes de chegarem aos postos de saúde, contribuindo para a prevenção, controle e até erradicação de doenças.

Composição das vacinas

Existem dois tipos principais de vacinas: atenuadas e inativadas. As vacinas atenuadas contêm agentes infecciosos enfraquecidos, enquanto as inativadas usam agentes mortos ou partículas deles. Ambas estimulam o sistema imunológico a produzir anticorpos sem causar a doença.

As vacinas atenuadas podem causar reações leves, como febre, mas são raras e de curta duração em pessoas saudáveis. Pessoas com sistema imunológico comprometido, gestantes e algumas outras condições não podem receber esse tipo de vacina. As vacinas inativadas enganam o sistema imunológico para desencadear a proteção, sendo seguras para pessoas imunodeprimidas e gestantes.

Além dos agentes atenuados ou inativados, as vacinas podem conter água estéril, soro fisiológico, conservantes, adjuvantes para melhorar a eficácia, e traços de produtos como a proteína do ovo. Algumas vacinas também têm antibióticos para preservação. Pessoas com histórico de alergias graves a essas substâncias devem consultar um médico antes de se vacinar.

Prevenção

A vacinação evita de 2 a 3 milhões de mortes por ano, de acordo com a OMS. Quanto mais pessoas vacinadas, menor a circulação de vírus e bactérias, resultando em menos doenças. Ao longo da história, as vacinas foram desenvolvidas com sucesso para várias doenças fatais, levando à erradicação da varíola através da vacinação em massa. Vacinas são poderosas ferramentas de prevenção que salvam vidas.

Contraindicações

As contraindicações geralmente se aplicam a pessoas com histórico de anafilaxia, uma reação alérgica grave a algum componente da vacina. Para pacientes crônicos sem imunodepressão, as vacinas não têm contraindicações. Pessoas com sistema imunológico deprimido, gestantes e indivíduos com imunodepressão temporária ou definitiva devem evitar vacinas vivas atenuadas durante períodos de imunodepressão.

Em casos de doença febril moderada a grave, a vacinação pode ser adiada para evitar confusão com agravamentos do quadro. Pacientes com distúrbios de coagulação ou em uso de anticoagulantes devem ter cuidado ao receber vacinas intramusculares para evitar sangramentos e hematomas, podendo ser indicada a via subcutânea. Reações alérgicas tardias, ocorridas de 48 a 96 horas após a vacinação, geralmente não são graves e não contraindicam o uso de vacinas.

Vacinas que contêm mercúrio (timerosal) raramente causam reações de hipersensibilidade, que geralmente são locais e tardias, não contraindicando a vacinação. Eventos adversos graves após doses anteriores devem ser cuidadosamente avaliados pelo médico antes de suspender ou recomendar a próxima dose.

Conservação das vacinas

As vacinas são sensíveis a variações de temperatura e devem ser conservadas entre +2°C e +8°C para manter sua eficácia. Essa temperatura, conhecida como cadeia de frio, deve ser mantida desde a fabricação até a aplicação da vacina. A cadeia de frio envolve o comprometimento de todas as partes, desde laboratórios até salas de vacinação.

É importante seguir cuidados como monitorar as temperaturas, usar refrigeradores exclusivos para vacinas, ter um plano de contingência para problemas com equipamentos ou quedas de energia e usar caixas térmicas adequadas para transporte, com termômetros digitais visíveis e bobinas de gelo dentro do prazo de validade e sem vazamentos. O Ministério da Saúde, por meio da Funasa, publicou manuais para fortalecer as boas práticas em imunizações.

Boas práticas em vacinação

As boas práticas em vacinação visam alcançar o máximo de proteção com o menor risco de danos à saúde. Para isso, é fundamental:

  • Treinar e atualizar a equipe em relação aos processos e vacinas.
  • Garantir um controle efetivo da cadeia de frio.
  • Interpretar a carteira de vacinação para determinar quais vacinas são necessárias e quantas doses são requeridas para cada faixa etária.
  • Aplicar as vacinas de acordo com a técnica adequada para cada uma.
  • Seguir rigorosamente a via de administração de cada vacina.
  • Observar os cinco certos da vacinação: paciente certo, vacina certa, momento certo, dose certa, preparo e administração certos.

Os pacientes também têm responsabilidades, como observar se as vacinas estão armazenadas corretamente, se os refrigeradores têm controle de temperatura visível e se as vacinas são retiradas do refrigerador na frente deles, entre outras medidas.

É essencial que tanto os profissionais de saúde quanto os pacientes sigam essas diretrizes criteriosamente para garantir a eficácia e segurança da vacinação.

Termos importantes usados em vacina

Vacinação é um processo que induz uma resposta imune no indivíduo, fornecendo anticorpos protetores para combater agentes infecciosos. Aqui estão alguns termos importantes relacionados à vacinação:

  • Anticorpo: Molécula orgânica produzida pelo sistema imune em resposta à entrada de um antígeno, capaz de neutralizá-lo ou destruí-lo.

  • Antígeno: Substância estranha ao organismo, como proteínas, vírus, ou toxinas, capaz de estimular uma resposta imunológica específica com a produção de anticorpos.

  • Bactéria: Microorganismo unicelular que pode causar doenças como difteria, pneumonia e tuberculose.

  • Vírus: Agente infeccioso não celular, composto por uma única molécula de DNA ou RNA, envolto em uma capa proteica, que só se reproduz dentro de células hospedeiras.

  • Adjuvante: Substância adicionada à vacina para potencializar a resposta imune ao antígeno.

  • Bacteremia: Presença de bactérias vivas na corrente sanguínea.

  • Cadeia de frio: Sistema que garante a eficácia das vacinas por meio do armazenamento e transporte em temperatura adequada.

  • Cobertura vacinal: Percentual da população vacinada.

  • Conservantes: Aditivos que previnem a contaminação de vacinas por microorganismos.

  • Contaminação: Presença de agentes infecciosos em objetos ou substâncias.

  • Eficácia: Capacidade da vacina de prevenir a doença.

  • Endemia: Doença que ocorre regularmente em uma população.

  • Epidemia: Aumento anormal de casos de uma doença em uma população específica.

  • Falha vacinal: Situação em que a vacina não gera imunidade efetiva.

  • Imunização ativa: Produção de anticorpos pelo organismo após contato com agentes infecciosos.

  • Imunização passiva: Proteção temporária fornecida por anticorpos prontos.

  • Pandemia: Epidemia que se espalha globalmente.

  • Vacinas inativadas: Vacinas feitas a partir de agentes infecciosos mortos.

  • Vacinas vivas atenuadas: Vacinas feitas a partir de agentes infecciosos enfraquecidos.

  • Vacinas combinadas: Vacinas que protegem contra mais de uma doença em uma única injeção.

Quando esqueço de fazer minha vacina na data correta, o que devo fazer?

Quando se esquece de fazer uma vacina na data correta, não é necessário recomeçar o esquema do zero. No campo da vacinação, o lema é “Dose dada, não é dose perdida”. Se uma dose foi administrada há muito tempo, é possível continuar o esquema vacinal respeitando o intervalo entre as próximas doses. Por exemplo, na vacinação contra hepatite B, que requer 3 doses, se apenas a primeira dose foi administrada, é possível completar o esquema recebendo as duas doses restantes, independentemente do tempo transcorrido.

Mãe que amamenta pode se vacinar?

Durante a fase de amamentação, a vacinação geralmente é segura e recomendada. No entanto, duas vacinas têm orientações específicas:

  • Febre amarela: Deve ser evitada nos primeiros seis meses de vida do bebê, a menos que a mãe viva em áreas de transmissão do vírus. Nesse caso, a amamentação deve ser suspensa por 10 dias após a vacinação.

  • Dengue: É contraindicada para todas as mães que estão amamentando, independentemente da idade do bebê.

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